3 – Textos 2013 Projeto “Cartografias da dissidência”

O GEAC dedicará suas atividades de debate durante o ano de 2013 à temática “Antropologias Dissidentes”. Com a noção de antropologias dissidentes queremos empreender uma busca (no passado e no presente) daquelas práticas antropológicas que causam um estranhamento radical do espaço disciplinar pelas suas proposições. As dissidências são “resistências ou desobediências situadas à ortodoxia” e  se associam com questionamentos da ordem social e normativa, que muitas vezes são minimizadas ou excluídas na memória canônica disciplinar. A noção de antropologias dissidentes direciona o olhar para as antropologias que costumam estar à margem, contra e apesar das práticas de instauração disciplinarizantes dos diferentes estabelecimentos antropológicos. Pensar a partir de tais práticas nos ajuda a compreender as características e efeitos das relações de poder nas diferentes antropologias e pensar formas do fazer antropológico de maneira plural – “antropologias” – em  contextos e momentos específicos.

Um vez definida a agenda do GEAC, os textos para debate serão divulgados nesta página.

Texto introdutório; Antropologías Disidentes. Eduardo Restrepo..

Programa de leituras GEAC 2013/1 – Projeto Cartografias da dissidência

Eixo 1: Corpopolíticas e teoria queer

03/05:
– Capítulo 1 de “Tacones, siliconas, hormonas: teoria feminista y experiências trans em Bogotá” , de Andrea Garcia Becerra

– Aime Cesaire y Frantz Fanon: Variaciones sobre el archivo colonial-decolonial, Alejandro de Oto

17/05:

– “Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do sexo”, Judith Butler, no livro: O corpo educado – pedagogias da sexualidade

– “Los efectos político-culturales de la traducción del queer en America Latina”, Juan Pablo Sutherland, no livro Nación Marica,

Complementares do eixo 1: “Tecnologias del Genero”, Teresa de Lauretis, “”Manifiesto Contrassexual”, “Texto Yonqui” e “Multidões Queer”, Beatriz Preciado; “El pensamiento heterosexual y otros ensayos”, Monique Wittig; “Teoria King Kong”, Virginie Despentes; “Gender Trouble. Feminism and the subversion of identity”, Judith Buttler;

Eixo 2: Práticas dissidentes e Críticas à antropologia

31/05:

– Capítulo 1 “La antropología y el nicho del salvaje: poética y política de la alteridad”, Michel Trouillot, juntamente com a apresentação “Antropología en entredicho: propuestas desde el fondo de la subalternidad”, Cristobal Gnecco, do livro Transformaciones globales – La antropologia y el mundo moderno

14/06: 


– “Ciências sociais: saberes coloniais e eurocêntricos”, Edgardo Lander no livro A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais Perspectivas latino-americanas

“Desobediência epistêmica: a opção descolonial e o significado de identidade em política”, Walter Mignolo

Complementar do eixo 2: “Discurso sobre el colonialismo”, Aime Cesaire e “Ciências sociais, violência epistêmica e o problema da “invenção do outro”, Santiago Castro-Gómez no livro A colonialidade do saber (acima);  

Eixo 3: Metodologias e táticas de intervenção

28/06:
– Debate entre “românticos” e “realistas”[1]

“Conversaciones sobre la diferencia. Encuentro con Arturo Escobar”, entrevista
“Romanticismo”, Coletivo Situaciones
“Románticos y realistas? Diálogos sobre conocimiento y política”, Alejandro Grimson

12/07:

“En busca de una vía metodológica propia”, Luis Guillermo Vasco

– Sobre cartografia social: “El mapa de lo invisible. Silencios y gramática del poder en la cartografia”, Vladimir Montoya Arango

– e “Tierra y derechos en aguas turbulentas. Aportes metodologicos para la construccion de cartografias sociales”


26/07:

– “Nuevas ciencias. Femenismo cyborg y metodologia de los oprimidos”, Chela Sandoval, no livro “Otras inapropiables Feminismos desde las fronteras”

Complementar do eixo 3: “Puede el subalterno hablar?”, Gayatri Spivak e “Más Allá de la escritura. La epistemologia de la etnografia en colaboración”, Joanne Rapapport, “Herramienta de trabajo en cartografia social”


[1] Polêmica entre o antropólogo Alejandro Grimson e os membros do Colectivo Situaciones que, durante a crise argentina, exerceu ativismo direto junto ao movimento piquetero daquele país. Os protagonistas desta discussão — desatada depois de um comentário feito por Grimson quando entrevistava Arturo Escobar e interpretado como uma crítica pelos membros do Colectivo Situaciones –, se esforçam por definir os limites e as possibilidades da ação política conjugada ao trabalho acadêmico.

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